domingo, 29 de agosto de 2010

Malas que já desarrumei, com coisas que arrumei outra vez. Sítios que deixei e revisitei outra e outra vez. Palavras que disse e que vou repetindo, sonhos que tive e vou realizando.

Onde estás?

Um passo à frente, um voo rasante e tudo muda outra vez. Vivo renovada, reconfirmada, como a prova provada de que vivo afinal.

Incompleta, para sempre.
Inconformada, completamente.

Completamente preenchida, de amor e saudade, medo e vontade, lugar e vazio, no silêncio tão sombrio que é sonhar...sozinha.


Onde estás?


Hoje é domingo e as pedras das ruas gritam mais alto. Não passo por elas para não as ouvir tão perto. Perguntam-me sempre:

Onde estás?


e eu, que digo sempre a verdade, só lhes poderia responder:


Ainda não sei se estou.






(Uma semana depois da despedida, tudo se começa a encaixar. É Domingo, e os domingos têm uma forte conexão com marasmo e saudade. Caminhar às vezes tem destes impasses...)


*Mó

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